Prédios do centro pedem socorro contra degradação

Fonte: Estadão.com

 

Sem dinheiro para obras, condomínios residenciais do centro de São Paulo buscam ajuda para reformar suas fachadas, algumas delas tombadas pelos órgãos de proteção do patrimônio histórico e arquitetônico. Embora existam programas de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet, e até uma brecha na Lei Cidade Limpa, os administradores não encontram empresas interessadas em tocar os projetos de revitalização.

Síndico do Edifício Cadete Galvão, na República, Alberto Gattoni, de 70 anos, busca, desde 2007, um parceiro disposto a gastar até R$ 3 milhões para reformar o prédio. No Condomínio Júlia Cristianini, na Luz, a solução foi instalar uma bandeja de madeira para evitar que pedaços do prédio caiam na calçada enquanto os moradores não levantam R$ 500 mil.

Para o presidente da Associação dos Síndicos dos Condomínios Residenciais e Comerciais de São Paulo, Márcio Rachkorsky, prédios como esses estão “fadados à degradação” sem investimentos externos. “É difícil conseguir patrocínio se o local não tem visibilidade. O tombamento funciona como restrição, dificulta e encarece a manutenção. Sem ajuda de empresas é quase inviável.” Prédios que não foram tombados têm dificuldade para justificar sua importância histórica e cultural na hora de procurar recursos.

Tombado em 2002 pela Prefeitura e governo do Estado, o prédio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), na Vila Buarque, centro de São Paulo, precisa de uma restauração de R$ 6 milhões. “O projeto foi feito de graça por uma empresa. Estamos esperando a aprovação dele pela Lei Rouanet, para buscarmos patrocinadores. Não sei se vai ser fácil, mas temos de levar em conta a importância do prédio para a cidade”, conta a presidente do IAB, Rosana Ferrari.

Outra reclamação de administradores de condomínios é a perda da renda com a publicidade nas laterais dos prédios, proibida pela Lei Cidade Limpa. Pedro da Mota Santiago, de 49 anos, síndico do Edifício Dona Carlota, na Alameda Barão de Limeira, Campos Elísios, acha que os R$ 12 mil que conseguia com anúncio, antes da lei, pagariam a pintura externa, prevista para este ano.

Em 30 de dezembro, a Prefeitura regulamentou o artigo 50 da Lei Cidade Limpa, que permite a empresas privadas colocar propaganda no prédio durante a reforma. Duas empresas procuraram a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana da Prefeitura, que autoriza o uso da ferramenta.

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