Administração própria de prédio exige preparo

Fonte: Estadão.com

A maioria absoluta dos condomínios trabalha com administradoras para gerir tudo o que envolve o funcionamento de um edifício (pagamento de contas e impostos, contratação de funcionários, terceirizados ou não, limpeza etc), mas há os que preferem dispensar a prestadora de serviços e economizar esse gasto.

Segundo o diretor de administradoras do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Luiz Anunciato, o valor cobrado por uma administradora varia de 4% a 7% sobre os gastos totais de um condomínio. “Pode ser cobrado também um valor fixo, reajustado anualmente segundo o INPC ou IGP-M”, diz.

De acordo com os moradores do Edifício Ourives, o gasto é maior e, por isso, eles preferiram optar pela autoadministração. “Economizamos cerca de 10% sobre os gastos do condomínio ao não trabalhar com uma administradora”, calcula o síndico Paulo de Moura, de 48 anos.

Com 312 unidades e localizado no bairro Parque Bristol (zona sul da cidade), o Ourives existe há 20 anos e nunca trabalhou com administradora.

“Na época, os compradores adquiriram as unidades por meio de uma cooperativa, que nos orientou sobre como os moradores poderiam gerir o próprio condomínio. Atualmente, temos apenas o síndico, três subsíndicos e 18 conselheiros fiscais, todos moradores do edifício”, conta Moura.

Se o condomínio não trabalha com uma administradora, o Ourives possui dois funcionários encarregados da parte administrativa – e que são moradores. “Eles cuidam, entre outras coisas, da emissão dos boletos da taxa de condomínio, dos pagamentos e do fluxo de caixa, entre outros”, afirma o síndico.

Preparo

A funcionária Margarete Barboza, que vive no prédio há 20 anos, trabalha no condomínio há 18. “Ninguém melhor do que os moradores para cuidar dos interesses do condomínio”, defende. “Somos bem preparados para administrar tudo por aqui. Os boletos de pagamento, por exemplo, são gerados em nosso escritório com um software do banco com o qual trabalhamos.”

Em poucas palavras, Margarete diz quais são as vantagens e desvantagens de não ter uma administradora: “Nosso controle é maior sobre tudo o que acontece e economizamos os honorários da prestadora de serviços. Mas é trabalhoso.”

Já Anunciato, diretor do Secovi, acredita que o trabalho das administradoras é uma vantagem para o condomínio. “A autoadministração é uma situação que não recomendo porque a administradora realiza mais de 120 atividades mensalmente”, afirma Anunciato.

É um trabalho para especialistas. Se não for feito de forma correta, pode gerar passivos nas áreas fiscal, trabalhista e cível.”

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