Secretaria do Verde de SP faz 55 exigências para Linha Ouro do Metrô

Fonte: Roney Domingos do G1 SP

Prefeitura de SP concedeu Licença Ambiental Prévia nesta quarta.
Linha ligará Morumbi ao Jabaquara e atenderá o aeroporto de Congonhas.

Embora tenha concedido nesta quarta-feira (8) a Licença Ambiental Prévia (LAP)  para a Linha 17 – Ouro do Metrô, o Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) fez 55 exigências para dar continuidade ao processo de licenciamento, entre elas a de simulação do impacto do ruído do futuro monotrilho sobre os imóveis vizinhos e sua proximidade de bens tombados ou em processo de tombamento, como o estádio Cícero Pompeu de Toledo, a fachada frontal do Aeroporto de Congonhas e a passarela Comandante Rollim Amaro.

A Linha 17 – Ouro terá 17 km de extensão e 18 estações entre a estação Jabaquara da Linha 1 – Azul, passando pelo Aeroporto de Congonhas e ligando-se à estação São Paulo-Morumbi da linha 4 – Amarela.

Na semana passada, o Metrô de São Paulo selecionou a proposta do Consórcio Monotrilho Integração vencedora da licitação internacional para projeto, fabricação, fornecimento e implantação de um sistema monotrilho em São Paulo. A obra, entretanto, ainda depende de solução para ações em trâmite no Ministério Público Estadual e no Tribunal de Justiça.

Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, a LAP concedida é parte da fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, em que se aprova sua localização e concepção, atesta sua viabilidade ambiental e estabelece os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases. Depois dela, o empreendimento ainda necessita da Licença Ambiental de Instalação (LAI) e, por último, a Licença Ambiental de Operação (LAO).

Entre os 55 quesitos levantados, os técnicos da Secretaria do Verde querem um estudo demonstrando que a previsão de demanda máxima para os anos de 2014, 2030 e 2060 para a Linha 17- Ouro é suficiente para atender os níveis de conforto de passageiros de Metrô (pessoas de pé por m²).

A secretaria também deseja um estudo detalhando os locais de avistamento, hábitos alimentares observados, presença de ninhos, entre outras características relevantes sobre as populações do “Diopsittaca nobilis”, também conhecida como Maracanã e que se encontra criticamente em perigo de extinção.

Cinco consórcios participavam da concorrência e apenas dois foram habilitados. O Integração venceu pelo critério de menor preço. Agora o vencedor da licitação terá de apresentar mais documentos antes de a escolha ser homologada.

O Monotrilho Integração é formado pelas construtoras Andrade Gutierrez, CR Almeida, Scomi Engineering (Malásia) e MPE.

Segundo a Scomi, o contrato é de 2,6 bilhões de ringgits (moeda malaia), que, com base na cotação do dólar, equivalem a aproximadamente US$ 860 milhões. O consórcio será responsável pelo design, manufatura, fornecimento e implantação do sistema.

A expectativa é começar o projeto em julho, com término previsto em 42 meses. Com base nessa previsão, o monotrilho não estará pronto antes da Copa do Mundo de 2014. Segundo a empresa malaia, o sistema deverá transportar 252 mil passageiros diariamente.

Apesar de o Morumbi não ser uma opção para a abertura da Copa (foi preterido em favor do estádio em construção em Itaquera), o Comitê Paulista ainda considera a obra uma das prioridades para a questão de mobilidade urbana na cidade durante a competição.

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