Concurso de organização americana elege os melhores arranha-céus do mundo

Fonte: O Globo

Para quem tem, como os cariocas, imponentes montanhas cercando a cidade, pode até parecer estranho olhar para o alto e admirar arranha-céus. Mas os gigantes de concreto são levados tão a sério que já existe um concurso internacional para eleger os melhores do ano. Realizado pelo Conselho de Grandes Edifícios e Habitat Urbano (ou Council on Tall Buildings and Urban Habitat, CTBUH) – organização de Chicago, também responsável por definir o prédio mais alto do mundo, o Prêmio para o Melhor Arranha- Céu reconhece os melhores de quatro regiões: Ásia e Austrália, Europa, Américas e Oriente Médio e África.

E a edição do prêmio deste ano já tem seus quatro finalistas, eleitos por um júri formado por arquitetos de diferentes países. O representante das Américas é o “Eight Spruce Street”, projetado pelo arquiteto Frank Gehry, em Nova York. Pela Ásia, concorre o “Guangzhou International Finance Center”, de Wilkinson Eyre, na China. O vencedor da Europa é o “KfW Westarkade”, projetado por Sauerbruch Hutton, em Frankfurt. E “The Index”, de Norman Foster, erguido em Dubai, completa a lista. Em novembro, um deles será escolhido como o melhor do mundo.

O design é um dos critérios avaliados. Mas, não o único. Técnicas inovadoras, em especial as que levam em conta a sustentabilidade, e a contribuição futura que esses prédios podem oferecer tanto às cidades onde estão quanto a seus moradores também são atributos avaliados.

– O uso inovador de materiais, a redução de água e energia (ou adoção de alguma fonte alternativa) e os efeitos positivos para os habitantes são essenciais. Os prédios devem demonstrar relevância para a comunidade onde estão localizados tanto agora como futuramente – explica Steve Henri, responsável pelo marketing do CTBUH, por e-mail, de Chicago.

Prédio brasileiro esteve entre os semifinalistas

Segundo o arquiteto Richard Cook, presidente do júri, este ano os competidores eram tão fortes que poderiam ter vencido em edições anteriores do prêmio, criado em 2007.0 número de inscrições também foi recorde: 88 em todo o mundo. Entre eles, estava o paulista Eco Berrini, prédio comercial de 36 andares na Avenida Berrini, uma deis mais importantes da capital, que acaba de ser entregue e ganhou o selo Leed Gold, de sustentabilidade.

É o segundo ano consecutivo que somos convidados a participar do concurso – ano passado, inscrevemos o Ventura Tower, do Rio. Desta vez, chegamos a ficar entre os semifinalistas das Américas, o que é um grande reconhecimento, já que o concurso reúne grandes nomes da arquitetura mundial – comemora André Navarro, do escritório Aflalo & Gasperini Arquitetos, responsável pelo projeto do Eco Berrini.

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