Carteiras imobiliárias vão a 7,1% do PIB

Fonte: Valor Econômico, 29/abr
O crédito imobiliário já teve seus dias de patinho feio entre os bancos. Com spreads mais apertados, a linha estava longe de ser prioridade para as grandes instituições financeiras. Mas, como na fábula, acabou por se transfigurar em cisne e hoje passou ao topo da agenda dos maiores bancos.
 
Prova disso foi a significativa evolução do saldo de crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desde o ano passado. Em março de 2012, os empréstimos imobiliários representavam 5,7% do PIB. Um ano depois, essa fatia era de 7,1%. No mesmo período, o crédito como um todo passou de 49,3% para 53,9% do PIB.
Os financiamentos imobiliários, considerando as operações de pessoas físicas e jurídicas, cresceram 2,6% em março deste ano, na comparação com mês anterior, e 32,9% no acumulado em 12 meses, alcançando saldo de R$ 318 bilhões. Na mesma comparação, o estoque total de operações de crédito avançou 1,8% em março, na comparação mensal, e 16,7% no acumulado 12 meses.
 
De um ano para cá, o crédito imobiliário virou peça-chave na estratégia dos grandes bancos. A Caixa Econômica Federal, tradicional líder do segmento, passou a enfrentar competição mais acirrada de outra instituição estatal, o Banco do Brasil, novato na modalidade. Os privados também entraram firmes na briga, acompanhando integralmente as reduções de taxas de juros para esses empréstimos feitas pelos bancos públicos.
 
Tanto que, diferentemente do crédito como um todo, os bancos privados conseguiram reconquistar uma parte do mercado perdida para os bancos públicos no ano passado. Dados levantados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), obtidos com exclusividade pelo Valor, mostram que em fevereiro Caixa e BB foram responsáveis por 66% do financiamento imobiliário originados com recursos da poupança. É muito, mas já foi mais. Em meados do ano passado, a fatia dos públicos chegou a marcar 71%.
 
Na divulgação de seu resultado do primeiro trimestre, na última segunda, o Bradesco reforçou que o crédito imobiliário deve manter “bom crescimento” no ano. No acumulado de 12 meses, o financiamento imobiliário foi a carteira pessoa física que mais cresceu no banco, com avanço de 33,1%, para R$ 10,6 bilhões. Na carteira de crédito imobiliário à pessoa jurídica do Bradesco, que somou R$ 13,3 bilhões em março, o avanço foi de 32,1% em 12 meses.
 
No Santander, que apresentou seus números na quinta-feira, o financiamento imobiliário também representou o principal avanço na pessoa física no primeiro trimestre. A carteira de empréstimos para compra de imóveis do banco somou R$ 12,5 bilhões em março, avanço de 31,2%. O estoque de financiamento imobiliário à pessoa jurídica subiu 19,9%, para R$ 7,8 bilhões.
 
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