O que avaliar antes de financiar a compra de um imóvel

Fonte : Info Money

 

Especialistas sugerem não comprometer mais de 30% da renda com as prestações para a compra de uma residência.

SÃO PAULO – A casa onde você mora está de acordo com o seu padrão financeiro? Será que você não mora além das suas possibilidades? Essa é uma questão muito sutil na vida das pessoas. Todo mundo quer morar bem e acaba comprometendo grande parte da renda na aquisição de um imóvel. Tem gente que deixa de viajar ou de comer fora para morar num amplo apartamento num bairro sofisticado. Cada um tem sua preferência.

O que não se pode fazer é colocar as finanças em risco apenas para atender aos caprichos da família. Cada um deve morar na casa que pode. Não adianta querer financiar um imóvel de alto padrão se tiver que comprometer boa parte da sua renda com as prestações. Para definir um valor razoável para o imóvel onde você pretende morar é preciso ter os pés no chão e tomar cuidado para não prejudicar a flexibilidade de sua vida financeira.

A recomendação é que você nunca comprometa mais de 30% de seu orçamento com as prestações do financiamento.

Se sua família já está definida e você decidiu comprar um apartamento que atenda a suas necessidades nos próximos dez anos, o passo seguinte é definir um valor que caiba dentro do seu orçamento.

O ponto negativo de um financiamento é o volume que será gasto com o pagamento de juros. Alguém que compra um imóvel de R$ 500 mil e financie 80% do total (R$ 400 mil) provavelmente pagará mais que o dobro desse valor ao banco ao longo dos 10 ou 20 anos necessários para quitar o imóvel.

Nesse sentido, quanto menor o valor financiado, menos você gastará com juros e mais barata será a aquisição de sua casa. Se a parcela de financiamento for reduzida para 50% do valor do imóvel, por exemplo, os juros terão uma redução drástica.

Estipulando o valor do imóvel

Antes de sair à procura de um imóvel, é preciso primeiro estipular um intervalo de valores compatíveis com seu bolso. Após ter decidido um valor, será necessário saber quanto você poderá dar de entrada para o financiamento bancário.

Para auxiliá-lo nessa tarefa, você poderá utilizar uma calculadora financeira, onde será possível descobrir o valor das prestações a serem pagas. Se esse valor ultrapassar os 30% de sua renda familiar, você terá duas opções: comprar um imóvel mais barato ou esperar algum tempo até que a parcela da entrada seja maior.

Muitas vezes ficamos deslumbrados ao pesquisar imóveis junto com os corretores, que sempre oferecem oportunidades acima de nosso orçamento. Algumas delas ultrapassam apenas 20% ou 30% do valor estipulado e acreditamos que essa diferença não trará um grande impacto para nossas finanças.

Pode parecer que não, mas esse acréscimo irá comprometer o orçamento da sua família. O valor financiado irá aumentar, “engessando” a flexibilidade financeira. Lembre-se que a casa própria não é a única prioridade na vida de uma família. Seus filhos chegarão à época da faculdade e neste momento você deverá ter economizado o suficiente para bancá-los, por exemplo.

E para quem está começando uma nova vida, além da compra da casa própria, é preciso lembrar que não é possível simplesmente se mudar para o novo imóvel. Você terá que comprar pelo menos o essencial, como algumas mobílias, geladeira, fogão, televisor, etc. Sem dúvida alguma, tudo isto vai pesar no seu bolso, o que justifica se ter um orçamento o mais flexível possível para atender às essas “pequenas necessidades”.


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