Dicas

 

A Casa do Tom Jobim em Nova York

 

 

A CASA DO TOM – MUNDO, MONDE, MONDO
Filme de Ana Jobim conta a história de amor de Antonio Carlos Jobim com
a música, a família e a natureza.

 

 

“Esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar. Quando você ama, isso cria uma capacidade. Você se interessa pela coisa, você começa a olhar”. A frase de Tom Jobim foi tão bem entendida por Ana, sua mulher durante 17 anos, que ela lança agora um DVD, pela Jobim Biscoito Fino, com sua história de amor com o maestro, com a família e com a natureza que aprendeu a ver pelos olhos de Tom e tão bem registrou em fotos, publicadas em diversos livros sobre o compositor.

A inspiração para este DVD veio do Ensaio Poético, livro que lançou em parceria com o marido em 1987 na Casa de Cultura Laura Alvim. Na época, Ana pensou em fazer um vídeo com Tom que pudesse ser exibido em diversos monitores enquanto durasse a exposição de fotografias do livro. Chamou o primo documentarista Luiz Eduardo Lerina, contratou uma equipe composta por cinegrafista e sonoplasta, e saiu em campo documentando o marido na intimidade. Tudo feito de maneira muito livre, como ela faz questão de dizer. Tom abordava os temas que tinha vontade no momento e ela seguia sua intuição, filmando-o na casa que estavam construindo no Jardim Botânico, no Rio, no sítio da família em Poço Fundo, na serra fluminense e em Nova York. O material resultou em oito horas de gravação. Guardado há exatos 20 anos, de vez em quando Ana se via às voltas com o pedido de alguma televisão que desejava exibir uma imagem ou trechos do trabalho. Ela sentiu que os empréstimos poderiam acabar com o ineditismo e a intimidade dos filmes: “Começamos a ficar meio ciumentos, porque se fosse fragmentado perderia o sentido”. Decidiu então que iria preservar toda a documentação para a hora certa. Não deve ter sido fácil mergulhar nesta memória com passagens muitos dolorosas. Mas ela conseguiu, de certo modo, fazer uma catarse e está feliz com o resultado. Além de lindo, o DVD é emocionante.

Narrado pela própria Ana Jobim, tem como fio condutor o poema Chapadão, que Tom começou a escrever quando escolheram o terreno no alto do Jardim Botânico para construírem sua casa: “A casa levou quatro anos para ficar pronta e o poema, oito”, conta ela no DVD.

VOU FAZER A MINHA CASA
NO ALTO DO CHAPADÃO
VOU LEVAR O MEU PIANO
QUE FICOU NO CANECÃO.

VOU FAZER A MINHA CASA
NO ALTO DO CHAPADÃO
VOU LEVAR A DON´ANINHA
PRA ME DAR INSPIRAÇÃO

VOU FAZER A MINHA CASA
NO ALTO DE UMA QUIMERA
VOU CRIAR UM MUNDO NOVO
INVENTAR NOVA MEGERA…

O poema vai intercalando falas, fotos em P&B e cor, filmes caseiros, filmes profissionais, uma grande entrevista com Tom feita por Ana e histórias saborosas de uma intimidade de amor: “No dia da mudança para o alto do Jardim Botânico”, conta Ana, “a única preocupação de Tom era o piano. Ele mesmo ligou para a transportadora, tomou conta de cada passo, desde a saída da casa antiga, à chegada na casa nova, até a posição do piano na sala”. As locações mudam. Tom pode estar no apartamento de Nova York ao piano e abandonar o teclado para carregar a filha Maria Luiza, ainda um bebê, ou brincando com o filho João Francisco no Central Park ou nos jardins de Poço Fundo. Ou conversando com Narciso, um empregado do sítio, que lembrava os personagens fantasiosos de Guimarães Rosa que Tom tanto amava: “Seu Tom, senhor acredita que eu meti tanta bordoada no lobisomem, que o lobisomem só olhava pra mim com a cara redonda, a orelhazinha curta e todo rupiado. Falei: vai me pegar…”. Esta conversa acontece debaixo de uma mangueira e Tom não perde a oportunidade de exercer seu fino humor: “Você vê: essa mangueira aqui, por exemplo, não dá manga, mas dá água…Isso na verdade, isso não é uma mangueira, isso é o pessoal de Hollywood que veio me filmar…são os cabos da CBS, da NBC”.

Musicalmente, A Casa de Tom – Mundo, Monde, Mondo também é intimista. Tema para Ana, a primeira faixa, é executada por Ryuichi Sakamoto e Jaques Morelembaum, numa gravação feita na própria casa de Ana e Tom. Sakamoto tinha loucura para conhecer o piano do maestro. Ana emprestou a casa – Tom havia morrido oito anos antes – e os dois músicos acabaram gravando todo um CD no piano encantado. Mas Ana guardou uma preciosidade. O próprio Tom interpretando Tema para Ana, que ele nunca gravou comercialmente e ela tinha guardado num gravador caseiro.

Ao todo são 24 músicas, algumas com participações (Dorival Caymmi, Chico Buarque, Maucha Adnet, a própria Ana Jobim, Danilo Caymmi, Paulo Jobim e a pequena Maria Luiza, acompanhando o pai em Samba de Maria Luiza, além da célebre gravação de Garota de Ipanema com arranjo de Eumir Deodato e participação de Jerry Doggion (sax-alto), Ron Carter (baixo), Joe Farrel (flauta) acompanhando o piano de Tom. Nos extras, mais seis canções e dois poemas. Além de Águas de Março, uma verdadeira homenagem a Dorival Caymmi (Maracangalha, Saudades da Bahia, Suíte do Pescador e Maricotinha), uma lembrança de Bororó (Curare) e os poemas Chapadão e Oda a Rio de Janeiro, de Pablo Neruda.

E voltando àquela história “esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar”, Ana Jobim dedicou o trabalho aos dois filhos, João Francisco e Maria Luiza, sem esquecer de citar os dois mais velhos, de Tom com Tereza, Paulo e Elizabeth. A Casa do Tom é, principalmente, um resgate do pai para Maria Luiza, que tinha apenas sete anos quando ele morreu. (Maria Lucia Rangel)

 

 

 

 

BHUPAL foi cuidadosamente idealizado  por Sol Pinheiro para quem busca um local tranqüilo para comer, beber e conversar.Temperado com as cores quentes da Tailândia, Índia, Vietnã, China e Japão, que proporcionam ao bar um clima exótico e particular. 
As cadeiras originais restauradas dos anos 20 a 70, a louça e os talheres  também são antigos, provenientes de épocas e locais diferentes.
Uma tenda oriental para dois, cuidadosamente decorada de maneira exótica  com tecidos leves, almofadas, tapetes orientais, futons e mesas baixas, poderá ser reservada para a comemoração de datas especiais, ou simplesmente uma bela surpresa romântica.Para os clientes mais criativos, que desejem fazer com que a ocasião seja realmente inesquecivel,  é possivel participar  nos detalhes da decoração, trazendo a música ambiente, as flores ou qualquer outro recurso que tenha a personalidade do casal.
Um sushiman prepara os pratos japoneses e a cozinha diversos petiscos brasileiros e asiáticos. O espaço oferece ainda o Happy Hour de segunda a sábado das 18h00 às 20h00,horário em que acontece o Double Drink incluindo diversas bebidas do cardápio,onde o cliente pedindo um drink ganha outro igual para si próprio ou para seu acompanhante.   

 

 

 

ELEVADO 3.5 é um filme sobre o mundo de pessoas que se cruzam ao longo dos 3.5 km do Minhocão, via expressa construída na região central de São Paulo durante a ditadura militar.
Do nível da rua ao último andar, o espectador é conduzido por diferentes pontos de vista. Por cima e por baixo da via, à sombra ou nos fios de luz que desenham uma cidade recortada, o filme se desenrola por meio do mergulho nas histórias dos personagens. A memória do alfaiate, do pedreiro, do comerciante, das filhas do imigrante italiano ou da cantora, cede espaço para imagens de arquivo. As palavras da cabeleireira transexual, do senhor “diplomado na escola da vida”, o canto de uma pessoa solitária, inserem novamente o espectador no presente. Tempos se entrecruzam. Outros personagens aparecem. Pessoas que estão ali por opção ou não, há muito ou pouco tempo, de diferentes idades e origens. O Elevado provoca e converge os olhares: de janela para janela, do segundo andar para a via expressa, do carro para dentro do apartamento, do ônibus para o comércio, do comerciante para o transeunte, da cobertura para a paisagem

 

 

Capa Livro Bairros Paulistanos de A a Z

(Levino Ponciano)

Você saberá de muitas coisas sobre São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, lendo este livro de Levino Ponciano que fala de todos os seus bairros principais. Experimentado estudioso da metrópole,o autor a apresenta em sua história e sua atualidade com um amor que não dispensa o senso crítico, de olhos bem abertos para a beleza e os muitos problemas.
É um livro para moradores e simpatizantes de São Paulo, para profissionais de todas as áreas e estudantes de todos os cursos, que de algum modo têm São Paulo por referência.

  

  

  

Valentina Caran: Sua História e Seus Segredos no Ramo Imobiliário

(Angelo Iacocca)

Ela começou aos nove anos na roça e hoje, aos 46 anos trabalha das 9h à meia-noite, controla todas as operações diárias de sua imobiliária. Conhecida como a Rainha da Avenida Paulista e com frases de efeito como “Não existe mercado parado, existem pessoas paradas”, Valentina Caran descreve um pouco de sua vida e ascensão nos negócios e considera ser um best-seller escrito pelos jornalistas Ângelo Iacoca e Marco Polo

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